segunda-feira, 9 de abril de 2007

Politicamente saudável

O publicitário Washington Olivetto, diretor de criação e presidente da W/Brasil, responsável por algumas das propagandas mais marcantes da publicidade brasileira, resolveu 'doutrinar' sobre o que chamou de "politicamente saudável".

O "politicamente saudável" seria uma atitude que não incorreria na chatice do politicamente correto, nem na possível cafajestagem do incorreto.

Diz Olivetto: "A questão não está em fazer o politicamente correto, que é chato pra cacete. Nem o politicamente incorreto, que pode resvalar para a má educação. A questão é fazer o que eu chamo de "politicamente saudável" - que é aquilo, assim, bacana, inteligente, divertido, gostoso. Esse é o grande caminho."

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Eu admito que tô com o tio Olivetto e não abro!

Mas será que eu posso escrever isso na minha prova de Ética amanhã?

Haja hipocrisia...


Rafa

Globalização? [leia-se: GLOBOlização!]

Trecho Carta Capital:

"[...] o culto a um ponto de foco do corpo feminino acabaria por gerar um símbolo nacional tão poderoso, quase insuperável. Ainda que o silicone em quantidades industriais esteja a levar outro ponto de foco - na verdade uma dupla - a uma disputa corpo a corpo em corações e mentes. Talvez a assimilação de uma preferência historicamente norte-americana.
Coisas da globalização."

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Foi Sociologia da Comunicação demais pra um feriado só!


Rafa

domingo, 1 de abril de 2007

Ou ela, ou ela.

Esperava o momento certo
Esperto, dizia que logo voltava
Amava aquela hora do dia
Podia deixa-la em casa e sair
Fugir para a outra vida que levava.
Falava: “Não demoro, mas sem garantia”
Saía para a rua, clandestino.
Destino fez ela descer um dia
Agonia, pegou ele na hora certa
Boquiaberta: "Tenho que mandá-lo embora"
Chora, mas não há outra opção
Situação como essa é final
Mortal. Nunca pensou que podia
Um dia, sentir tanta tristeza nele
Ele suspirou e baixou a cabeça.
"Reconheça, não vai conseguir
Sair daqui com nós duas em sua vida"
Ferida, ainda ouve: “Mas era, já, a despedida”
Duvida, que piada que escuta!
Reluta e toma coragem
Bobagem seria acreditar
Sarar pra sofrer novamente.
Mente, como mente fácil
Ágil, mas dessa vez, ela viu
Sentiu a dor da confirmação
Concretização do pesadelo
Atropelo nas vidas dele e dela
Aquela que nem conhecia
Fazia dele um estranho
Rebanho desgarrado
Agoniado, não vivia sem ela
Dela que dependia
Euforia que ela causava
Cheirava ali mesmo na rua
Crua, e sua mãe já desconfiava
Bastava, agora bastava
A clínica o esperava.


Rafa