sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Musicologia

As melhores descrições de mulheres, por elas mesmas ou não,
na minha playlist esses dias são:

1.
Toda mulher é meio Leila Diniz.

2.
Meu peito não é de silicone...
Sou mais macho que muito homem.

3.

She's the kind of girl you want so much
it makes you sorry...
Still you don't regret a single day.

[Ela é o tipo de menina que você quer tanto
que te faz lamentar...
Ainda assim, vc não se arrepende nenhum dia]


4.
Suele ser violenta y tierna
no habla de uniones eternas,
mas se entrega cual si hubiera
sólo un día para amar.

5.
Cecilia busca amores imposibles,
por eso fue posible nuestro amor
Cecilia, tan altiva y tan sensible,
tan diva y tan de nadie como yo.

6.
Ai, como essa moça é distraída
Sabe lá se está vestida
ou se dorme transparente
Ela sabe muito bem que quando adormece
está roubando o sono de outra gente.

7.

She never mentions the word addiction
in certain companies
She'll tell you she's an orphan
after you meet her family

[Ela nunca menciona a palavra vício
com certas companhias
Ela te dirá que é orfã
depois que vc conhecer a família dela]


8.

Y aunque sé
que no era la más guapa del mundo
Juro que era
más guapa que cualquiera.

9.
She doesn't care
whether or not he's an island.
She doesn't care,
just as long as his ship's coming in.

[Ela não se importa
se ele é ou não uma ilha.
Ela não se importa,
contanto que o navio dele esteja entrando]


10.
I've got 3 cupboards for my shoes
And a mirror that always tells the truth
I've got clothes in case it's hot, clothes for when it's cold
But still I don't know what to wear, what to wear tonight.

[Eu tenho 3 armários para os meus sapatos
E um espelho que sempre diz a verdade
Eu tenho roupas para caso esteja quente, roupas para quando faz frio
Ainda assim eu não sei o que vestir, o que vestir esta noite]



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Rafa

quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

Lolita já era.

Como eu mencionei a tal crise da meia idade no post anterior, me peguei pensando nela esses dias. Cheguei à conclusão que, talvez, a crise seja muito mais dos tempos que de qualquer outra coisa.
Pensemos: os casais que, hoje, se separam depois de duradouros casamentos, são aqueles que se fizeram numa época totalmente diferente. E, se a época muda, as pessoas mudam junto com ela, e as relações em consequência dela.

Lá pelos anos 60-70, segundo consta, contava, por exemplo, que as mulheres fossem politizadas, ativistas, destemidas. Essas eram as mulheres "casáveis", as melhores. Os caras, por sua vez, tinham que ser líderes, intelectuais e, de preferência, fugitivos da polícia.

Hoje, claramente, tudo mudou. Pra começar, o que move o mundo não eh mais a busca pela liberdade... O motor desse mundo é qualquer outra coisa (que eu prefiro nem explorar, pra cada um resolver por si). Mas, eh preciso dizer que o que parece não mudar, no entanto, é a cabeca das esposas de antes: pensar, por exemplo, que o fato de ela ser tudo o que ela sempre foi manterá o casamento para sempre, como um dia prometido, eh um erro. As ambições do cara vão mudando, galera. Porque elas vêem isso em tantas outras coisas e colocam o relacionamento separado do resto? Aí, criam o mito da "menininha", da destruidora de lares, que ROUBA o maridão dela. Na verdade, na maioria dos casos, num eh roubo coisíssima nenhuma: o cara tava na prateleira, pedindo pra ser tomado, e eh, por alguém que se interesse. Essa interessada, inclusive, hoje em dia, está muuito distante do perfil "interesseira" que as esposas associam a ela. Como também não eh mais o perfil sexo-estampado-na-cara, ou quando-abre-a-boca-o-povo-corre, que está motivando finais de relacionamentos. As que estão levando os maridões são as mais espertas, desenroladíssimas, articuladas, nem necessariamente as mais bonitas (mas, provavelmente, as bem ajeitadas) e, o principal, as mais simples. "Simples", porque não são chatas, não tem as coisinhas cri-cri da mulher do cara, que fica em casa parece que esperando pra encher o saco dele com o que ele fez ou deixou de fazer. Nos vinte-e-poucos, trinta-e-poucos, importam muito pouco esses detalhes: importa o tempo com o cara ser legal, o cara saber falar contigo, e escutar tuas idéias. O coroa faz isso muito bem (até melhor que o garotão). Ótimo. A novinha num vai se preocupar com a hora que ele chegou ou com se ele tá bebendo muito e falando merda.

Aí, vc quer se ajustar aos novos tempos igual ao cara? Mude. Não junto com o cara, porque, bem, isso seria triste. Mude na paralela do cara. Mude pra você, pra as coisas serem mais simples e, portanto, menos chatas. Aliás, eu espero começar a ver o fenômeno das coroas que procuram os rapazes mais jovens! Por que não? Chegar em casa e ver aquele lanzudão esparramado, vendo jogo de futebol NÃO PODE ser legal. Vamos nos despindo de certos preconceitos, por favor, e abrindo os olhos pro que a gente quer - e merece. Manter relação porque ela já está pronta pode ser fatal. Os caras, evoluídissimos nesse ponto, sabem que estar com alguém eh uma escolha diária, enquanto a mulherada segue achando que só precisou decidir no dia do "sim".

Eu só me lembro muitíssimo de Dolores Duran, em "Fim de caso", traduzindo precisamente o medo feminino do fim de relacionamentos, quando ela diz: "Tenho pensado, e Deus permita que eu esteja errada, mas eu estou, ah, eu estou desconfiada que o nosso caso está na hora de acabar". Aí já acabou faz eh tempo. E Deus num tem mais nada a ver com isso, Ele ficou alí na hora da igreja, qnd vc disse "sim". Aliás, quando um padre me perguntar se eu aceito meu namorado "como legítimo esposo, para amar e adorar pelo resto da minha vida", eu pretendo dizer um "sim" bem sonoro, e esclarer, baixinho, pra ele, que "até amanhã, no mínimo, tá seguro". Daí pra frente, é comigo e com ele. O dia seguinte pode, quem sabe, trazer outra resposta pra essa mesma pergunta. Tanto minha como dele e, pra mim, eh bem assim que deve ser pra garantir muuuito mais que amor: dias tranquilos.

Aí eh a bronca: a mulher em casa, dizendo "mas vc prometeu ficar comigo na alegria e na tristeza" e enchendo o saco na saúde e na doença, e toda uma geração novinha com pensamentos tão mais leves e confortáveis... e povo continua achando que eh o fetiche da Lolita que leva os caras. Eu quase me ofendo! =]


Rafa

Quem sabe faz AHORA.

Tudo começou com um conselho simples.

Rafa diz:

Tem q exercitar NÃO projetar, ou seja, não criar expectativas.
Quando vc consegue, tudo muda.

Aí, veio a grande pergunta: “Como é q faz, hein?!”
E o monólogo:

Rafa diz:
Eh simples: vc trabalha com o mínimo. Por exemplo, vc vai sair hj... Se vc quiser super se divertir, dançar, conhecer gente e pegar alguém legal...vc tah fodida!
NAO PODE sair de casa com essa pretensão. Tem q sair de casa com um ponto único: o meu, geralmente, eh "eu quero estar animada", ou "eu quero q o lugar esteja cheeeio de gente simpática", enfim, uma coisinha só.
Aí, vc joga toda a sua expectativa pra isso. Quando chegar lá, tah animada, quer beber, bebe, quer dançar e dança, quer conhecer gente, conhece... Enfim,vai somando à medida q as coisas forem acontecendo. Pq isso eh a gente tomar o controle do q acontece. Senão a gente se acomoda com pensamentos vazios como "Esse lugar tah tão morgado.. q ruim". Mas NÃO, a culpa NÃO eh do universo!!! Se for de alguém, eh sua. Pq vc queria 500 coisas, projetou, imaginou e, obvio, saiu diferente.
Quando vc toma o controle, tudo passa a acontecer como vc quer. Tu tais lá, para e pensa: "po... tem um menino ali bonitinho...", aí, ao invés de pensar "será q ele vai vir aqui? será q ele tah olhando?", enfim, projetar pra cacete, vc tah LAH, no calor do momento, de repente, já sai pra falar com ele.
O bom de não projetar eh q a pessoa DE FATO aproveita o momento, se deixa levar muuuuito mais fácil pelas vontades. Ou seja, eh uma técnica perigosinha, pra quem eh bobinho... mas pra quem quer tomar controle das coisas e tem cabeça pra lidar com isso, eh genial. Pq eh assim: num culpa o universo, mas ele tb já não eh mais aliado, sabe? Tipo, a pessoa deixa de acreditar em milagre... ou seja, tah ruim? faça algo ou volte pra casa. Num tem essa de "vou sentar um pouquinho pra ver se aparece alguém/algo interessante". NÃO. A vida eh sua, o momento eh aquele: tudo muito rápido. ta ruim? Levanta, vai beber, canta uma música, ri de alguém estranho [sempre divertido]... Enfim, num pára, num pára, num pára... num pára não!

Depois da divagação, o “Adorei!” renovado que faz esse tipo de viagem valer a pena. =)


Rafa